Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 11/01/2018

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Evo Morales pretende criminalizar o evangelismo na Bolívia

O novo Código Penal prevê 7 a 12 anos de prisão para quem incentivar pessoas a participarem de organizações religiosas ou de culto.


O presidenten Evo Morales pretende criminalizar o evangelismo na Bolívia. (Foto: Handout/Reuters)


Líderes evangélicos estão pedindo a anulação do novo Código do Sistema Penal da Bolívia, que pretende criminalizar a evangelização no país. O artigo 88 prevê 7 a 12 anos de prisão para quem incentivar pessoas a participarem de organizações religiosas ou de culto.


“Será sancionado com prisão de sete (7) a doze (12) anos e reparo financeiro a pessoa que, por ele próprio ou por terceiros, capture, transporte, transfira, prive de liberdade, acolha ou receba pessoas com o fim de fazer o recrutamento de pessoas para sua participação em conflitos armados ou organizações religiosas ou de culto”, diz o texto do novo Código Penal.


O novo Código Penal, que ainda está em fase de aprovação, silenciaria quase dois milhões de bolivianos evangélicos, que representam 19% da população.


Nesta segunda-feira (8), líderes evangélicos se reuniram na Praça Murillo, na cidade de La Paz, capital da Bolívia, para pedir a revogação do novo Código Penal diante do Palácio do Governo e da Assembleia Legislativa. Os pastores também aproveitaram a ocasião para orar pela liberdade religiosa no país.


“Quer dizer que se levarmos uma pessoa ou um grupo para um acampamento, eles irão nos denunciar? Não poderei sair para pregar o Evangelho?”, questionou o pastor Miguel Machaca Monroy, presidente das Igrejas Evangélicas de La Paz.


O pastor afirma que o novo artigo prejudica sua atuação, “especialmente na ajuda aos necessitados e na restauração de lares disfuncionais”, e afeta também seu trabalho de “atrair, acolher e ajudar as pessoas aprisionadas em vícios como o alcoolismo e a toxicodependência”.