Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 28/05/2018

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Grafiteiro expressa o amor de Deus em muros do Rio: “Ferramenta evangelística”

Léo Shun tem usado a arte urbana para impactar cidadãos com a mensagem do Evangelho.


Léo Shun também costuma desenhar dentro das igrejas durante cultos. (Foto: Divulgação)


As mensagens do Evangelho de Cristo podem ser vistas nos muros de ruas e comunidades do Rio de Janeiro através de um grafiteiro que busca unir a arte à sua fé.


Considerado o primeiro grafiteiro cristão do Rio, Léo Shun passou a expressar o amor de Deus através da arte urbana desde sua conversão aos 16 anos, em 2002.


“Quando comecei a grafitar eu já estava convertido há alguns meses e tudo o que eu fazia naquele momento, como tento fazer até hoje, é direcionado ao Reino de Deus. É tudo para a glória de Deus e para falar do amor Dele”, destaca Léo.


“Eu uso o graffiti não só pela beleza da arte, mas sempre expressando os valores de Cristo, que são a base da minha ideologia. Desde o início eu tinha essa vontade de usar o graffiti como ferramenta evangelística e de louvor a Deus”, acrescenta o muralista.


Quem anda pelas ruas cariocas, provavelmente já se deparou com um cachorrinho (Half, a sua marca) com uma frase reflexiva criada pelo artista e inspirada em textos bíblicos. Léo também costuma desenhar dentro das igrejas durante cultos, como uma expressão de adoração a Deus.


“A princípio eu comecei grafitando nas ruas e depois levei o graffiti para dentro das igrejas. A primeira vez que eu grafitei dentro de uma igreja foi através de um projeto que eu criei, uma oficina de graffiti para os jovens e adolescentes da igreja e moradores da comunidade”, ele conta.



Ruas e comunidades do Rio de Janeiro podem se deparar com a arte de Léo Shun. (Foto: Divulgação)


“No começo houve uma certa resistência do pastor, mas eu tive o apoio de um membro que ajudou bastante e conseguiu um espaço dentro da igreja para realizar a oficina”, completa. “Depois dessa oficina o pastor viu o resultado do trabalho e percebeu que o graffiti estava sendo usado para evangelizar os jovens. Foi aí que ele me deixou fazer um graffiti dentro da igreja”.


Pichação

Antes de se tornar grafiteiro, Léo havia se envolvido com a pichação e colocou sua vida em risco por inúmeras vezes. Já foi ameaçado de morte, agredido e experimentou muitos livramentos de Deus.


“Eu comecei a pichar muito novo e aquilo se tornou um vício. Não importava quantos sufocos e riscos eu passava, eu não conseguia parar de pichar. Até que me converti e o Espírito Santo transformou totalmente minha vida, me dando uma nova percepção sobre o cristianismo a partir de um relacionamento com Deus”, explica o artista.


Depois que se converteu, um dos seus objetivos passou a ser levar o Evangelho aos pichadores através de um novo estilo de arte urbana denominado Persona. Nesse estilo, Léo fez uma ponte entre a pichação e o graffiti possibilitando que mais de 300 pichadores migrassem para o graffiti em diferentes cidades brasileiras.


“O estilo Persona foi a forma que encontrei para oferecer uma alternativa a pichadores que querem migrar para o graffiti se expressando nas ruas sem correr riscos, e graças a Deus foi muito além do que eu imaginava”, celebra.


O artista conta que através de seu trabalho, algumas pessoas entregaram suas vidas a Cristo e jovens passaram a descobrir novas maneiras de adorar a Deus.


“Hoje as pessoas ainda se surpreendem com o graffiti sendo uma ferramenta evangelística, no entanto, a arte urbana alcançou uma visibilidade muito grande. Hoje não é mais algo incomum, como era quando eu comecei. No ano em que comecei quase não existia grafiteiro no Rio de Janeiro. O graffiti estava bem no início e eu fui um dos primeiros, e também fui o primeiro grafiteiro cristão da minha cidade”, declara.



Léo Shun desenha frases de reflexão com base em suas ideologias cristãs. (Foto: Divulgação)

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