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Publicado em 04/07/2018

Atualidades

Atividade física na idade adulta diminui risco de depressão em 16%, diz estudo

Pesquisa analisou dados de quase 18.000 praticantes de atividade física com idade média de 50 anos e verificou diminuição no risco de depressão mais tarde na vida.


Prática de atividade física na idade adulta tem efeito protetor tanto sobre a depressão quanto sobre doença cardiovascular associada à depressão (Foto: Foto: Divulgação)


A sensação de bem-estar após a prática de atividade física pode perdurar por mais tempo, sugere estudo publicado no "JAMA Psychiatry". Pesquisadores analisaram dados de 17.989 indivíduos com idade média de 50 anos. Aqueles com prática intensa e regular de atividade física tiveram 16% menos chance de desenvolver depressão após os 65 anos.


Outro achado do estudo é que o exercício também diminui o risco de morte por doença cardiovascular após diagnóstico de depressão. Isso é particularmente importante porque estudos anteriores demonstraram que a condição está associada a um aumento de mortes por doença cardiovascular.


Depressão e doença cardiovascular estão entre as principais causas de incapacidade nas nações desenvolvidas, apontam dados da Organização Mundial de Saúde.


A relação entre as duas condições pode ser explicada, segundo o estudo, porque a depressão favorece o acúmulo de placas nas artérias e também aumenta arritimias (batimentos irregulares do coração).


Madhukar Trivedi, coautor do estudo e direitor do Centro para Pesquisa em Depressão da Universidade de Texas de Southwestern (EUA), ressalta a importância da atividade física em adultos a partir dos achados do estudo.


"As pessoas que entram no mercado de trabalho costumam abandonar a atividade física. Mas, quanto mais você conseguir manter o exerícicio, menor o risco de desenvolver depressão" - Madhukar Trivedi (Universidade de Texas de Southwestern)


"Também, a longo prazo, a atividade física diminui o risco de mas mortes cardiovasculares associadas à depressão", conclui Trivedi.


O pesquisador Madhukar Trivedi explica que o exercício físico pode diminuir o risco de depressão porque diminui a inflamação -- mecanismo já associado a sintomas depressivos.


Pelos achados, Trivedi também sugere que, muitas vezes, a primeira opção de tratamento para a depressão em indivíduos sem quadro sério pode ser a associação entre psicoterapia e atividade física.


"Manter-se ativo e procurar psicoterapia é muitas vezes a melhor prescrição, especialmente em pessoas que não apresentam quadros graves" -- Madhukar Trivedi.


Detalhes do resultado

No acompanhamento dos participantes, o estudo identificou 2701 diagnósticos de depressão, 610 mortes por doença cardiovascular sem depressão prévia e 231 mortes por doença cardiovascular após depressão.


Altos níveis de atividade física foram associados a 16% menos risco de desenvolver depressão. Um alto nível de condicionamento também foi associado a um risco 61% menor de morte por doença cardiovascular sem depressão.


Depois de um diagnóstico de depressão, um alto condicionamento foi associado a um risco 56% menor de morte.


De modo geral, autores concluíram que a prática de atividade física deve ser considerada como uma aliada no tratamento da depressão por especialistas. Médicos também devem considerar a indicação da prática para estimular a promoção do envelhecimento saudável.

G1.globo.com